segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

LUCIANO LEONEL E A ACADEMIA DE LITERATURA DE CORDEL


Não podemos esconder a chateação com a entrevista do repentista Luciano Leonel numa das últimas edições do Jornal Extra, na qual atribui o fator político à sua decisão de renunciar a presidência da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel. Apesar de querer minimizar (?) o fato, o repentista ressaltou a tentativa de utilização da entidade em trampolim político em detrimento ao verdadeiro significado de sua existência.

A ACLC foi criada por poetas populares da nossa cidade e recebeu total apoio institucional e financeiro da Fundação de Cultura, nos anos que fazíamos parte da sua diretoria, principalmente no período que concentrava a festividade de aniversário de Caruaru. Nada mais a pensar ou falar, só lamentar e esperar que seus membros atentem para este fato e trilhem um caminho mais democrático e de luta por política pública de cultura. Partidária, não.


O INJUSTIÇADO ÁLVARO LINS


Álvaro Lins

Olha no que dá ser “santo de casa”. É óbvio que num ano de centenário de Luiz Gonzaga todas as atenções seriam voltadas pra ele que tem uma identificação enorme com a vida de Caruaru. E, convenhamos, alguém que conquista o título de Pernambucano do Século no voto popular é merecedor de todas as homenagens.

Porém, se é difícil para o brasileiro guardar na memória pedaço importante da sua própria história, que dirá de seus personagens? Para quem mesmo morto continua com o título de maior crítico literário brasileiro, Álvaro Lins merecia um post mortem bem melhor hidratado do que vem merecendo. Ainda reconheço algumas atitudes louváveis que nem se iniciaram agora por ocasião do centenário, como o fato do espetacular Walmiré Dimeron ter conseguido o fardão dele quando membro da Academia Brasileira de Letras, além de pequenas homenagens que instituições de ensino e outras fazem como concursos literários e outros.

Este seria o momento ideal de lhe dedicarmos uma generosa estátua, imortalizando o reconhecimento do povo caruaruense pelo seu talento.

TAMANDARÉ, O PARAÍSO INVADIDO


Igreja de São Pedro

Tamandaré é um deleite para todos, mas seu crescimento desde que se tornou cidade provocou distorções incríveis. A quantidade de lixo acumulado, acaba com qualquer status de cidade turística. Sem contar o inferno que são as sextas e sábados com carros infernizando a vida de todos com o som de qualidade tão respeitável quanto a insistência dos seus motoristas em relação ao gosto musical.

Haja beleza e abuso.

FÉRIAS MERECIDAS, AINDA QUE FATIADAS


Não consigo ter férias continuadas ainda com tantas contas a saldar. Nossa campanha para vereador foi pobre, mas com pequenos compromissos que pretendo saldar no primeiro semestre de 2013. Como diz a canção, “é preciso saber viver” e temos aprendido bastante nestes últimos tempos com quem, de verdade, constrói pontes para nosso crescimento social, intelectual ou financeiro. Os que se colocam como frequentes, nem sabem o verdadeiro significado de estar presente na dificuldade, só sabem “estar na boa”.  Outros não frequentes são imensamente mais solidários que muitos familiares.

Por isso, estou viajando ao litoral nos fins de semana e trabalhando a semana toda, botando os projetos (além do bolso) em ordem.

ESTAMOS DE VOLTA!!!


Depois de uma ausência necessária, estamos de volta para publicar impressões cotidianas da nossa cidade e atividades que iremos desenvolver ao longo do ano. Quem gosta de leitura crítica, mas fundamentada, gostará de ler aqui nossas opiniões. A diferença em relação aos anos anteriores é que a partir de agora os comentários serão moderados, evitado certos desconfortos por conta de alguns anônimos.

É isso aí. E que acompanhemos Deus.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O SÃO JOÃO QUE PRECISAMOS TER


Ao ver, ler e ouvir as recentes declarações de artistas sobre nosso São João, coube-me a obrigação de tentar estratificar o que anda acontecendo com nossa principal festa.

Vi, estarrecido, o desabafo de artistas como Herbert Lucena, Azulinho, Tony Maciel e outros, cobrando uma maior caracterização dos nossos festejos ou tentando saber alguma explicação pelas ausências nos palcos. É verdade que nunca uma programação junina conseguirá atender todas as vontades dos indutores da criatividade caruaruense. Mas também é verdade que se o São João de Caruaru não pertence a Zé, Tony ou João, mas ao povo de Caruaru, também é verdade que a prefeitura e a Fundação de Cultura é que são responsáveis pelas novas descobertas artísticas que sobressaltam todos os dias no nosso circuito cultural, que (pasmem!) nunca recebem a visita dos seus diretores, segundo seleto grupos de produtores. E ai é que mora a diferença entre os gestores.

Não tenho nenhum receio de afirmar aqui que o sucesso que hoje recai sobre nomes como Valdir Santos, Herbert Lucena, Almério, Rogéria, Flor de Mandacaru, Forró Quentão, entre muitos outros, deve-se exclusivamente ao talento deles, mas aliados a outras ações. Só que uma dessas ações, muito bem pensada e fundamentada na descoberta de novos talentos, foi a ação concreta da Fundação de Cultura, então na gestão de Tony Gel, na promoção desses nomes de forma direta. Ou seja, contratando-os e dando a eles seus maiores desafios. Invariavelmente, estes novos astros da música local tiveram suas oportunidades nas festividades da Semana Santa, no Natal, mas, fundamentalmente, no São João. Nos festejos juninos é que desabrocharam para o grande público e puderam divulgar com mais força e entusiasmo seus trabalhos.

A ausência de talentos como Tony Maciel e Azulinho e muitos outros no São João, só realçam a falta de compromisso da atual gestão com o novo e a tradição. E não se trata apenas de insatisfação no meio musical. Porque será que não temos mais as exposições dos artistas plásticos caruaruenses? Porque não vemos mais as tradicionalíssimas apresentações dos bacamarteiros, resumidas agora somente a um desfile, que ainda inimaginável de se acabar? Porque até agora ninguém sabe que João do Pife e a Banda Dois Irmãos estão fora do São João?

Durante anos poderemos estudar que tipo de festejos juninos queremos oferecer ao mundo. De um lado, a permanente defesa dos princípios culturais, cujas raízes estão sedimentadas no cancioneiro típico das bandas de pífano e nos trios pé de serra, passando pelo vestuário invariavelmente caipira com sua tradicional camisa xadrez e calça remendada e parando nas ambientações recheadas de balões e bandeirolas. Do outro lado, está a indústria sem chaminé, que é o Turismo. Nele, a geração de emprego e renda, aliada à modernidade, com suas montanhas de ferro e plástico, buscam tão-somente a materialização de milhares de consumidores numa vitrine usada para vender a pujança financeira de nossa cidade e, porque não dizer, de uma região.

Nossa gestão fez o que parecia impossível. Pisou no terreno caudaloso da modernidade, sim. Mas jamais esqueceu as raízes da festa e sempre incentivou os novos talentos. O que acontece agora, com tantas reclamações e aparente amadorismo, é resultado de uma gestão que não tem nenhum compromisso com a realidade cultural do nosso povo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A ALEGRIA DE REENCONTRAR ROBERTO MAGALHÃES

Ex-governador Roberto Magalhães e Claudio Soares juntos ontem no auditório da Alepe.
Mais uma vez estivemos na audiência pública da Frente Parlamentar de Comunicação, tão bem coordenada pelo amigo e parceiro, deputado estadual Ricardo Costa. Desta feita, cedi parte do meu trabalho de apresentação dos trabalhos ao amigo Hildebrando Marques, gerente de som da Alepe, que deu um show no início da apresentação. Em seguida, apresentei Roberto Magalhães à plateia e conduzi o debate que se seguiu após sua palestra Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa.

Foi a oportunidade de presenciar a falar de um dos homens mais respeitados no país, pela sua integridade e honradez, com destaque para sua interpretação inequívoca de que precisamos de uma imprensa livre ,sempre. Registrei o momento desse encontro com ele, que ressaltou que virá à Caruaru para nos ajudar na campanha. Fiquei bastante feliz com sua palavras e espero poder viver o privilégio de contar com seu apoio.

ROBERTO MAGALHÃES É DESTAQUE NO ENCERRAMENTO DA FRENTE PARLAMENTAR DE COMUNICAÇÃO


Frente Parlamentar encerrou ciclo de debates com palestra do ex-governador de Pernambuco Roberto Magalhães




A Palestra Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa, proferida pelo ex-governador Roberto Magalhães, encerrou, ontem, as atividades da Frente Parlamentar de Comunicação da Assembleia Legislativa, instalada em junho de 2011. “Foi um grande exercício de política interativa que enriqueceu o trabalho e possibilitou um diagnóstico do cenário da comunicação no Estado”, frisou o coordenador da Frente, deputado Ricardo Costa (PTC).

O relatório final com as sugestões colhidas será encaminhado aos parlamentares e poderá se transformar em proposições. “Agradeço a todos os parlamentares pelo apoio”, acrescentou Costa, referindo-se também ao presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa (PDT), que participou do evento; demais integrantes da Mesa Diretora e da Frente, além dos funcionários do Parlamento. No período, foram realizadas 22 audiências públicas. Onze em cidades do Interior e as demais na Região Metropolitana do Recife, a fim de ouvir sugestões dos setores da cadeia produtiva da comunicação, sociedade civil, professores, estudantes, empresários e políticos. Todos abordaram os seguintes eixos temáticos: Educação, Mídia Digital, Comunicação Participativa, Economia, Instituições e Legislação.

Para Roberto Magalhães, não há democracia sem liberdade de imprensa. “Mesmo que o presidente tenha sido eleito pelo voto popular, não adianta ter um regime democrático e fazer um governo autoritário a exemplo das atuais gestões da Argentina e do Equador. Afinal, a imprensa é fundamental à democracia”, avaliou, acrescentando comentários favoráveis a várias Constituições como a da França e a dos Estados Unidos, no que diz respeito ao tema.

Por fim, Magalhães sugeriu ao colegiado parlamentar a criação de um Comitê Estadual de Comunicação e a adoção de incentivos à produção independente. Também integram a Frente os deputados Ângelo Ferreira (PSB), Aluísio Lessa (PSB), Eriberto Medeiros (PTC), Everaldo Cabral (PTB) e Tony Gel (DEM). No final da reunião Magalhães e Costa receberam uma homenagem do 19º Grupo de Escoteiros Criança - Cidadã, vinculado a União dos Escoteiros do Brasil, representado pela vice-presidente Ednalda Morais. Fizeram-se presente na Audiência: o deputado federal Raul Henry, os deputados estaduais Zé Maurício, Ossésio Silva, Eriberto Medeiros, Júlio Cavalcanti e Augusto César.

Platéia no auditório da Alepe, com destaque para o presidente Guilherme Uchôa, que ouviu atentamente a palestra

quarta-feira, 21 de março de 2012

PTC lança pré-candidatura de Ricardo Costa em Olinda



O diretório municipal do PTC de Olinda realizou na noite desta quarta (21), no bairro de Peixinhos, um encontro que reuniu pré-candidatos a vereadores, filiados, lideranças políticas e comunitárias, com o objetivo de abrir uma discussão propositiva em relação ao futuro da cidade. A iniciativa também serviu para fortalecer ainda mais o grupo para a batalha que vai iniciar em junho.
O mais esperado no evento foi o deputado Ricardo Costa (pré-candidato a Prefeito de Olinda), que ao adentrar no salão foi bastante aplaudido e saudado pelo público. Representantes do PTC, PSL, PSC, PMDB, PSDB, PPS e PTB prestigiaram a reunião.

“O nosso partido convocou hoje os pré-candidatos tanto da proporcional e da majoritária para iniciar um diálogo entre o grupo, tirar dúvidas e colher sugestões. Preparar o time para a batalha que se inicia em Junho. Precisamos nos conhecer bem para estarmos afinados na construção de perspectivas melhores para Olinda. Hoje nós somos poucos, mas demos o primeiro passo com coragem, decisão e ousadia. Trata-se de um lançamento de uma pré-candidatura segura e com fortes propostas de mudanças para esta cidade tão amada”, enfatizou Costa.

A mesa foi formada pelo pré-candidato a Prefeito de Olinda, Ricardo Costa; a ex-deputada, Terezinha Nunes; o presidente do PSL local, Arlindo Siqueira; o pré-candidato a Prefeitura de Goiana, Fred da Caixa (PTB), o pré-candidato a Prefeitura de Paulista, Filipe do Veneza (PTC), o presidente do PTC de Olinda, José Veloso; o presidente do PSC local,  Zito de Andrade Lima;  o presidente do PPS local, Uirandei Lemos, o ex-deputado, Assis Pedrosa, o jornalista Ivan Maurício, o carnavalesco Adão da Burra e João Domingo do PSB de Olinda, além da ex-prefeita, Jacilda Urquiza  (PMDB) e o vereador do Recife, Carlos Gueiros (PTB).

“Reforço aqui o grande trabalho que você realiza como homem politico, o apoio que você tem dado ao povo olindense, sempre demonstrando preocupação com todos os problemas existentes na cidade. Espero que você seja vencedor nesta caminhada. Sei do seu compromisso e da sua lealdade com o povo de Olinda e sou defensora de que é preciso mudar a administração atual”, disse Terezinha Nunes.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A NAU DOS INSENSATOS E A INSUSTENTÁVEL TRISTEZA DO SER


Acompanhei por vários dias os comentários e respostas ao meu artigo A Prefeitura de Caruaru Desrespeita as Leis, postado neste blog. Acompanhei e respeitei diversas declarações de apaixonadas de diversos (e)leitores e concordei ou não com várias delas. Dos apaixonados, couberam respostas óbvias de que no governo Tony Gel imperavam as cores azul e amarelo e que eu não poderia “reclamar” que a prefeitura está fazendo o mesmo com a cor vermelha. Houve até quem respondesse com outro artigo, questionando “meus interesses” em ter escrito o artigo. 

O mais comovente comentário foi um que li, afirmando que a prefeitura de Caruaru pintava praças, gradios, fachadas e tudo o mais que lhe vier à telha porque o vermelho faz parte da cor da nossa bandeira. Nunca imaginei que riria tanto de tão pouco. A minha resposta, mais que óbvia para este comentário, foi que o azul e amarelo também fazem parte da bandeira de Caruaru. Mais ainda, elas compõem a “aquarela” do brasão brilhantemente criado pelo saudoso Professor Matias.

Falei também sobre o fato de se dar nome de pessoas vivas a espaços públicos e usei como exemplo o Parque Municipal. Me senti profundamente horrorizado com a tentativa de colocar o homenageado, que mesmo merecido pela sua história, não só pelo meu argumento como contra a minha pessoa. Devo lembrar aos incautos que quem determina a irregularidade não sou eu, mas a Lei Federal 6.454/77 e principalmente a Constituição de 1988, no artigo 37, quando fala do princípio da Impessoalidade da administração pública. Para mim, parou aí. A Lei é clara e tem que ser cumprida.

Nunca é bom discutir política com torcedores pelo fato das paixões sempre determinarem a “razão”. Mas me assusta muito quando desses torcedores fazem parte pessoas ligadas à atual administração e que deveriam cuidar das leis e de seus princípios. Advogados que agem delirantemente em favor do prefeito e não daquilo que juraram defender. Por essas e outras é que merecem mesmo serem analisados pela Comissão de Ética da OAB para explicarem suas posições carregadas de pré-conceitos e por defenderem como correto aquilo que as leis são claras em determinar o contrário.

Defender as leis nunca será ruim para nenhum cidadão, principalmente para aqueles que põe a cara pra bater e, para quem falou que “se de boas intenções o inferno tá cheio”, convém lembrar que no Céu tá muito mais.


ERTON CABRAL, A PERDA DE UM VENCEDOR E A LUTA DESIGUAL PELA DIGNIDADE





A vida nem sempre é justa. Conhecemos essa retórica desde os tempos mais remotos. Para o brasileiro pobre, não basta sair todo dia de casa, brigar contra todos os leões da esquina e levar uma vida digna. Quando um ser bestial decide agir, acho que às vezes nem Deus consegue intervir por causa da maldade que corroe o coração humano.

Erton Cabral era um jovem pobre que saiu de Taquara, logo ali, depois do Alto do Moura, para ganhar o mundo. E estava conseguindo. Sua relação com a arte e a cultura, quando como ator protagonizou um dos marcos do teatro caruaruense, a peça Amor Em Tempo de Servidão, parecia ser a porta para que seu espírito de grandeza humana pudesse ser mais leve e voasse cada vez mais alto. Seu crescimento e seus conhecimentos eram visíveis e mereceram os melhores elogios dos amigos, dos colegas e de seus companheiros de universidade. Sua tenacidade e sua obstinação o levariam cada vez mais longe, mais alto.

Mas, eis que a vida, nem sempre justa, põe no seu caminho um cretino assassino cruel e, num piscar de olhos, o coloca longe de nosso convívio com uma violência igualmente cretina e desmedida.

E nesta lamentável história ainda existe um capítulo tão vil quanto o seu fim. A presença de alguns comunicadores, se intitulando radialista e blogueiro, causou profunda indignação aos artistas de Caruaru, aos estudantes da UFPE e, mais ainda, aos familiares. A tentativa de exposição da sua vida íntima, como se ela fosse mais importante que a sua história de vida, expõe também a fragilidade com que setores da imprensa local tratam como desigual os iguais. Aliás, não é só na imprensa. Que interesse pode haver em se questionar se a vítima era ou não homossexual, como fez integrantes da polícia? Por acaso, a alguma outra vítima de crimes semelhantes é perguntado se ela era heterossexual?

Dignidade é uma moeda cada vez mais rara. Erton Cabral batalhava para encontrá-la e chegava cada vez mais perto.


SESSÃO SAUDADE: A volta espetacular de Ayrton Senna na F1

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A PREFEITURA DE CARUARU AGRIDE AS LEIS



Tenho muito respeito pela legalidade. O respeito às normas e leis deve guiar todo cidadão desde seu entendimento de mundo quando criança. O seu desrespeito é um acinte às regras democráticas e a civilidade. Caruaru, apesar de seu crescimento a olhos vistos desde o ano 2000, iniciando uma reviravolta econômica e social neste novo século, dá sinais de que começou a fugir do “ajeitadinho”, do “arrumadinho” ou do “sou amigo de fulano” para se inserir com mais vigor nesse aspecto ético que tanto almejamos. Porém (sempre existe um porém), alguns teimam em querer barrar esse avanço e cometem os mesmos atos arbitrários que agridem as leis e se esmeram no exercício diário de burlar as normas.

A prefeitura de Caruaru (sempre ela) tem usado de alguns expedientes que demonstram o mais completo desrespeito, quando o assunto é legalidade. Desde a inauguração do primeiro parque municipal, emprestando o nome de reconhecido valor em nossa cidade, mas que agride a lei vigente do nosso país que veda ou proíbe terminantemente o nome de pessoas vivas em logradouros, edifícios ou equipamentos. Não tenho a menor intenção de querer atacar o homenageado que, como disse, possui notoriedade em nossa cidade. Tampouco me atrevo a atirar pedras num lugar criado para promover a convivência dos cidadãos e cidadãs caruaruenses. Mas não posso me furtar a criticar este ato e deixar passar ileso uma ilegalidade e com a conivência de quem deveria coibir tal prática, que é a Justiça. Seja ela eleitoral, comum ou qualquer outra.

Mas engana-se quem pensa que é só isso. Alguém já reparou o uso da cor vermelha em espaços públicos? Pontes, praças, gradios, fachadas de prédios, entre outros locais foram pilhados pela pintura e que comprovam o uso político em lugares, que por serem comum aos cidadãos, estão impedidos por lei de serem usados para tal fim. Recentemente o Ministério Público recomendou a retirada imediata das cores alusivas ao prefeito de Lajedo, no agreste meridional, sob risco de uma representação na justiça. Gostaria de ver essa atitude no MP sediado pomposamente aqui em Caruaru. Não consigo entender quando quem deveria preservar as leis em vigor, faz vista grossa para coisas tão visíveis, tão latentes em várias partes da cidade. A Justiça Eleitoral também bem que podia se posicionar, já que o abuso da cor vermelha é um “imbróglio” essencialmente político e desrespeita não só ao eleitorado, mas ao cidadão caruaruense.

Outros e outros abusos estão sendo cometidos pela prefeitura, sem que ninguém aponte uma solução para coibir os abusos. As tais placas de propaganda, principalmente aquelas que prometem obras que sequer foram iniciadas, como a Academia das Cidades na Nova Caruaru, são fiscalizadas. Elas estão por ai, aos montes, em todos os lugares, algumas a quase três anos promovendo apenas a o lixo visual na qual Caruaru está mergulhada.

Porém (ainda bem que existe algum), alguns atos honestos de governantes ainda me comovem e comprovam que novos ventos estão soprando. Recentemente, o governador Eduardo Campos apresentou a Assembleia Legislativa de Pernambuco e teve aprovada lei em que o Brasão do Estado passa a ser a logomarca oficial das ações do governo.

A tristeza de ver esses abusos cometidos aqui, só não é maior que a minha alegria de contar com a possibilidade de mudança que se avizinha.


Claudio Soares
Blogueiro amador e fervoroso leitor de blogs da cidade

LUIZ GONZAGA - HOMENAGEM A UM HERÓI NORDESTINO